domingo, março 01, 2009

Feira de Turismo Viagens em Bicicleta - Amesterdão

Fiets- en Wandelbeurs

A maior feira da Europa, exclusivamente dedicada a viagens em bicicleta e turismo natureza decorreu este fim de semana em Amesterdão. Sábado tive por lá e em breve colocarei aqui muitas curiosidades do evento.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

João Garcia parte para o MANASLU

Expedição Manaslu (8163m) Millennium bcp – “À conquista dos picos do Mundo” (Portugal no Topo do Mundo)

No âmbito do projecto “À conquista dos Picos do Mundo” apoiado pelo Millennium bcp, de 3 de Março a 22 de Maio 2009, uma expedição Internacional liderada pelo alpinista João Garcia tentará a ascensão do Monte Manaslu, o oitavo mais alto do Mundo com os seus 8163 metros de altitude.

O projecto “À conquista dos picos do Mundo” (Portugal no Topo do Mundo) visa a conquista das 14 maiores montanhas do Mundo (com mais de 8000m), sem recorrer a oxigénio artificial e neste momento apenas 7 pessoas no Mundo o conseguiram. Até aos dias de hoje João Garcia conseguiu escalar com sucesso 11 dessas 14 montanhas e esta próxima expedição é mais um passo para a concretização deste projecto.

De uma beleza excepcional, o Manaslu está situado inteiramente no Nepal a cerca de 100kms a Noroeste de Kathmandu. Esta montanha pertence ao maciço do Himalaia situado região de Gurkha. O seu nome deriva da palavra Manasa, que em
sânscrito significa "a montanha do espírito".

Cinquenta anos após a sua primeira ascensão em 1956, o Manaslu continua relativamente pouco escalado até aos dias de hoje, pouco mais de 250 alpinistas conseguiram chegar ao seu topo o que prova a grande dificuldade desta escalada, mesmo indo pelas vias mais clássicas.

Para além de João Garcia, a expedição é constituída também pelo alpinista Belga Jean Luc Fohal e o alpinista e operador de câmara Francês Johan Perrier ambos já conhecidos de João Garcia de outras expedições. No acampamento base, a expedição contará com a participação de Vitor Baia que estará encarregue das comunicações e da meteorologia.

Nas suas expedições João Garcia procura colaborar em projectos cientifico-humanitários.

Nesta expedição ele será alvo de um estudo a ser realizado pelo Professor Doutor Fernando M. Duarte Pereira, Docente doutorado em Fisiologia do Exercício na Faculdade de Motricidade Humana. Esse estudo consiste na avaliação da sua performance, dispêndio energético, economia, repercussão fisiológica, antes, durante e após a expedição a "alta altitude" (>8000m).

João, grande abraço de amizade e muita sorte!

Paulo Nascimento

Crónica da minha travessia do Atlas de Marrocos no site da STrail


O desporto aventura em Portugal conta com mais um espaço comercial de grande referência, a STrail. A loja, disponível também na modalidade on-line, tem sede no Prior Velho, concelho de Loures e dedica-se à comercialização das grandes marcas de referência mundial neste domínio.

Apostados, numa atitude empresarial pró activa, que inclui o apoio a eventos de referência, a STrail, comunica e dá-se a conhecer ao seu público-alvo, maioritariamente através do seu sítio na internet em www.s-trail.com, numa permanente dinâmica de actualidade de conteúdos.

A convite da STrail, partilhei este mês uma crónica da minha crónica do Atlas de Marrocos em BTT. Estão por isso todos convidados a dar uma vista de olhos e a recordar esses bons momentos passados pelos trilhos Berberes em http://www.s-trail.com/relatos.html

Subida ao Preikestolen Rock - Norway

Confesso, já tinha saudades destas paragens…

Estou de novo na Noruega, desta vez para uma visita de apenas 3 dias. O blog tem estado um pouco parado, tipo período de “defeso”, porque outros afazeres profissionais são neste momento prioritários, e há que angariar alguns euros extra para os próximos projectos.

Na minha cabeça fervilham ideias e vontade de partir… e esta estadia aqui foi muito produtiva nesse sentido.

Stavanger foi capital europeia da cultura em 2008, mas nem por isso a dinâmica cultural desta pequena cidade piscatória esmoreceu com a entrada do novo ano.

Nesta época do ano a meteorologia da Noruega não é propícia a grandes aventuras, no entanto, não sou muito de ficar parado e troquei os “sapatos de encaixe” pelas botas de montanha e fui subir ao Preikestolen ou Prekestolen, um ex-líbris sobejamente conhecido da maioria dos amantes do trekking de montanha. Um gigantesco púlpito de rocha granítica de 604 metros de altura sobre o soberbo enquadramento natural do fiorde de Lyse.

Deixo-vos as fotos que ilustram bem a beleza do percurso e da sua envolvente.

!Importante!

Como chegar:

Em ferry partindo de Stavanger até Tau. Seguidamente em autocarro até à localidade de Preikestolhytta (região de Ryfylke). O trilho tem o seu inicio junto à pousada da juventude.

Percurso:
É um percurso tecnicamente acessível, com a extensão de 3,8 km para cada lado (cerca de 3 horas, só ida), sem desníveis acentuados, mas com zonas de muita pedra solta e água corrente.

Material indispensável:
Botas de trekking, bastão de caminhada, casaco impermeável, mochila e máquina fotográfica.

Sítios relacionados:
http://www.visitlysefjorden.no/
http://www.stavanger-turistforening.no/
http://www.preikestolhytta.no/
http://www.ryfylke.com/

sexta-feira, outubro 03, 2008

Island of Terschelling (North Sea)

Terschelling é a segunda maior ilha do arquipélago de ilhas holandesas do mar do Norte (Texel, Vlieland, Terschelling e Ameland). Tal como as restantes, destaca-se pela sua beleza natural e pela tranquilidade do seu isolamento.
Apenas no período de “Verão” (15 Maio – 15 Setembro) é possível efectuar a travessia entre todas as ilhas, começando em Texel e terminando em Ameland ou vice-versa. Fora desse período a opção cinge-se a travessias para cada uma individualmente a partir de Den Helder, Harlingen ou Holwerd.
No Norte da Holanda, em finais de Setembro, não é muito comum conseguir-se um fim-de-semana com sol e sem vento. Aproveitando a “benesse” das condições meteorológicas, decidi à última da hora, visitar a ilha de Terschelling. Pedalei na companhia de um camarada de profissão, que sem reticências se aventurou pela primeira vez, nestas andanças de viajar em bicicleta, e da melhor maneira, numa desdobrável (Dahon). Gabo-lhe a coragem! lol

Saímos de Den Helder após o almoço, em direcção a Harlingen, pedalando pelas ciclovias locais. O objectivo era chegar o mais rápido possível a essa cidade, para apanharmos o ferry para a ilha.

O percurso até Harlingen foi variado. Até Den Oever, caracteristicamente agrícola, levou-nos a pedalar por extensas zonas rurais em que os lugarejos se sucediam e o verde dominava a paisagem. A partir dai, a ciclovia atravessa o maior dique deste país com 34 km de comprimento, uma travessia que se tornou muito monótona.

À saída do dique, passámos na vila de Zurich e seguimos paralelos ao mar até à cidade de Harlingen.

Os cerca de 68 km que separam estas duas cidades do norte da Holanda, foram pedalados a bom ritmo e praticamente sem paragens, mas ainda assim insuficiente para conseguirmos embarcar no ferry das 16h00, como pretendíamos. Este contratempo implicou uma espera prolongada, até às 19h50. Aproveitamos para conhecer a cidade e acabamos por jantar antes de embarcar.

A hora que o navio zarpou do porto, coincidiu com o pôr-do-sol, o que permitiu umas excelentes imagens da cidade, enquadradas na esteira do navio.

Duas horas depois e 18 milhas náuticas percorridas chegamos à ilha de Terschelling. Saímos do ferry e retomamos a pedalada, mas a noite estava escura como breu. Como não contávamos chegar aquela hora, nem luzes montamos luzes nas bikes. Não fosse a momentânea luz do farol a iluminar o caminho, teria sido muito complicado encontrarmos a pousada da juventude a 3 km do porto.

Chegamos à pousada, fizemos check in e recolhemos ao quarto.

Etapa: Den Helder – Harlingen – Terschelling 73,42 km
Tempo Deslocação: 3h08 min

Links relacionados:
http://www.rederij-doeksen.nl – Ferries para as ilhas
http://www.stayokay.com – Pousadas da Juventude Holanda
http://www.staatsbosbeheer.nl – Parques naturais Holandeses


domingo, setembro 21, 2008

Album da Travessia da Ilha de Skye

Broadford - Armadale - Mallaig

Tinha noção que hoje seria um dia bastante preenchido. É infelizmente o meu último dia na ilha de Skye, mas no percurso de regresso a Armadale, não podia deixar de fazer o desvio para poder conhecer Ord, Tokavaig e Tarskavaig, três comunidades costeiras situadas na parte Sudoeste da ilha.
Acordei cedo, para poder arrumar tudo nos alforges e sair antes das 08h00. Assim aconteceu, mas ao começar a pedalar deparei-me com o vento a soprar na minha direcção e que não me deixou avançar ao ritmo que desejava. Depois de passar Isleornsay, as condições pioraram com a aparição da chuva.

A estrada para Ord é bastante sinuosa e de apenas uma faixa. Após passar o primeiro colo de montanha, quase tive um encontro imediato com uma manada. Com receio do pior, pois teimavam em não arredar “patas” da estrada, mantive-me quieto à espera que passa-se um carro, para poder ter protecção o que veio a suceder minutos depois.

Já a “salvo”, continuei num sobe e desce constante até atingir a costa em Ord. Chovia bastante e por esse motivo, não me detive muito tempo naquele castiço lugar costeiro.

Continuei a pedalar para Sul, paralelo à praia até atingir Tokavaig e o seu lendário castelo (Dunscaith Castel). Esta pequena fortaleza, agora em ruínas, deu guarida à deusa celta Scathach e segundo a lenda, foi construído no decurso de uma única noite. Pela beleza envolvente de que este local se reveste, foi de paragem obrigatória, na etapa. Mais uma grande subida para atingir Tarskavaig, mas a partir aqui até ao cais de embarque até Armadale, foi sempre a descer a bom ritmo.

Estava feita mais uma viagem! Foram 6 dias muito intensos de facto, mas parto muito satisfeito, com os alforges carregados de histórias para contar e de muita energia para as próximas aventuras. Embarquei no ferry para Mallaig e sentado num dos bancos da coberta do navio, fixei-me na silhueta da ilha que se esbatia no horizonte… Goodbye green Skye!

A azáfama das gentes na lota do porto de pesca de Mallaig, permitiu bons enquadramentos e boas fotos. O tempo entre os transportes não dava para estadias prolongadas em Mallaig, limitei-me apenas a umas compras e de seguida dirigi-me para a estação do comboio. Cinco horas e meia depois, a velha automotora a diesel chegava à estação de Glasgow Queen Street. Já no aeroporto, despendi de algum tempo para proteger a bicicleta para a viagem, dado que a KLM não dispunha de caixas de transporte de bicicletas no balcão de Glasgow, ao contrário do que eu tinha solicitado em confirmado 1 mês antes de embarcar. Felizmente que a bike foi bem tratada, não sendo necessária reclamação à chegada a Amesterdão.


Ficha da Etapa

Etapa: Broadford – Armadale – Mallaig 44,1 km
Tempo Deslocação: 03h01
Velocidade Max.: 47,8 km/h
Avarias: NIL
Locais de Abastecimento: Broadford, Tarskavaig, Armadale, Mallaig